O representante Fernando Augusto (@fernando_augustocrcnen) esteve reunido com o professor Aquilino Senra Martínez, da COPPE/UFRJ, vinculado ao Programa de Engenharia Nuclear, para discutir a importância do cadastro de reserva do Concurso CNEN 2025 e seus impactos para o setor nuclear brasileiro.
Durante a conversa, o professor destacou o papel estratégico da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), criada há cerca de dois anos, embora seu processo de estruturação legislativa tenha se iniciado há aproximadamente cinco anos. Segundo ele, a consolidação da ANSN representa um avanço institucional importante, mas ainda enfrenta desafios significativos relacionados à recomposição de seu quadro técnico.
Aquilino Senra enfatizou que, ao longo das últimas décadas, houve uma redução expressiva no número de profissionais especializados, com perdas acumuladas que chegam a cerca de 50% em relação à média histórica dos institutos de pesquisa do setor. Esse cenário, segundo o professor, impacta diretamente a capacidade tecnológica do país e a eficiência dos processos de licenciamento e regulação nuclear.
Outro ponto destacado foi a necessidade urgente de fortalecimento dos recursos humanos qualificados, especialmente em áreas críticas como a segurança nuclear. Para ele, não basta apenas contratar novos profissionais, mas também garantir a gestão do conhecimento, promovendo a transferência da experiência acumulada ao longo dos anos para as novas gerações.
Fernando Augusto reforçou a relevância do tema, destacando que o cadastro de reserva do Concurso CNEN 2025 pode ser um instrumento fundamental para acelerar a recomposição dos quadros técnicos, tanto na ANSN quanto na Comissão Nacional de Energia Nuclear e em seus institutos vinculados.
A discussão evidencia a necessidade de um esforço coordenado por parte do governo federal para fortalecer o setor nuclear brasileiro, garantindo não apenas a reposição de profissionais, mas também a continuidade e evolução do conhecimento técnico-científico essencial para a segurança e o desenvolvimento tecnológico do país.
Fonte: Comissão CNEN