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Já estão abertas as submissões de artigos para o TINS 2026, com publicação na Brazilian Journal of Radiation Sciences. Uma ótima oportunidade para dar visibilidade internacional à sua pesquisa.
Acesse AQUI e confira o passo a passo para submissão, prazos e regras para envio dos trabalhos
O Nuclear Communication Experience (NCE) 2026, reconhecido como o maior evento de comunicação nuclear da América Latina, promoverá um importante debate sobre o papel das pessoas na construção do futuro da energia nuclear e da transição energética.
Com o tema "Sem pessoas, não há transição energética: cadeia produtiva, empregos e a nova geração do setor", o Painel 02 reunirá especialistas de diferentes áreas para discutir os desafios da formação de profissionais, o fortalecimento da cadeia produtiva e a preparação de uma nova geração capaz de atender às demandas de um setor em constante transformação.
O debate contará com a participação de Vinícius Dônola, Aquilino Senra, Gabryele Moreira e Leonam Guimarães, profissionais com ampla experiência nas áreas de comunicação, indústria, pesquisa e desenvolvimento da energia nuclear.
A programação destaca um dos temas mais relevantes para o futuro da matriz energética: além dos avanços tecnológicos, a expansão do setor depende da qualificação de recursos humanos, da geração de empregos especializados e do fortalecimento da interação entre universidades, centros de pesquisa, empresas e instituições públicas.
Ao reunir especialistas e lideranças do segmento, o Nuclear Communication Experience 2026 reforça seu papel como um espaço estratégico para discutir inovação, comunicação e desenvolvimento sustentável, contribuindo para ampliar o diálogo sobre a importância da energia nuclear na transição para uma economia de baixo carbono e na formação dos profissionais que irão liderar esse processo nas próximas décadas.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) publicou os editais dos programas PIBIC/PROBIC, destinados à seleção de bolsistas de Iniciação Científica, oferecendo uma excelente oportunidade para estudantes de graduação desenvolverem atividades de pesquisa em instituições vinculadas à Comissão.
Os programas têm como objetivo incentivar a formação de novos pesquisadores, promovendo a participação dos estudantes em projetos científicos e tecnológicos nas áreas de energia nuclear, engenharia, ciências exatas, saúde, meio ambiente e demais áreas estratégicas de atuação da CNEN.
Por meio da Iniciação Científica, os participantes poderão ampliar sua formação acadêmica, desenvolver competências em pesquisa e integrar equipes de pesquisadores, contribuindo para a produção de conhecimento e inovação científica no país.
A iniciativa reforça o compromisso da CNEN com a formação de recursos humanos qualificados e com o fortalecimento da pesquisa científica brasileira, estimulando o desenvolvimento de jovens talentos e sua inserção no ambiente da pesquisa.
Os interessados devem consultar os editais para conhecer os requisitos, cronograma, critérios de seleção e demais informações sobre o processo de inscrição.
Mais informações e acesso aos editais podem ser consultados nos canais oficiais da CNEN.
Fonte: CNEN
Pesquisadores, estudantes, profissionais e demais interessados estão convidados a participar do Minicurso "Inteligência Artificial e Transformação Digital no Setor Nuclear", uma iniciativa que abordará as principais aplicações da Inteligência Artificial no contexto da engenharia, pesquisa e inovação voltadas ao setor nuclear.
Ao longo de três dias, o minicurso apresentará conceitos fundamentais, aplicações acadêmicas e industriais, além de discutir perspectivas futuras sobre o uso da Inteligência Artificial para ampliar a confiabilidade, a segurança e a eficiência em diferentes áreas da tecnologia nuclear.
A programação contará com a participação das professoras Dra. Eliene Silva (ELISTEC/ANSN), Dra. Andressa Nicolau (UFRJ), Dra. Ketia Kellen (EGN/UFRGS) e Dra. Ana Gabriella Amorim (CNEN), especialistas nas áreas de engenharia nuclear, inteligência artificial, informática aplicada e segurança.
Informações do evento:
Programação:
Inscrições
As inscrições são gratuitas para participantes do INAC 2026.
Inscreva-se por meio do LINK disponível em nosso site e confira todas as informações sobre a programação do minicurso.
Não perca esta oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre Inteligência Artificial aplicada ao setor nuclear e conhecer as tendências que estão impulsionando a transformação digital na área.
Mais informações AQUI
A construção do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado (SNCA) "Almirante Álvaro Alberto", primeiro submarino com propulsão nuclear desenvolvido no Brasil, é acompanhada por um rigoroso processo de licenciamento nuclear naval, responsável por assegurar que todas as etapas do empreendimento atendam aos requisitos de segurança estabelecidos pela regulamentação nacional.
Conduzido pela Secretaria Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (SecNSNQ), o processo envolve análises técnicas, avaliações regulatórias e emissão de autorizações específicas para cada fase da construção do submarino. O objetivo é verificar se os sistemas e componentes da planta nuclear embarcada, bem como os demais sistemas que possam influenciar na segurança do reator, atendem aos padrões exigidos para sua operação segura.
Segundo o Secretário Naval de Segurança Nuclear e Qualidade, Almirante de Esquadra (Reserva) Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, a atuação da SecNSNQ busca confirmar o cumprimento dos requisitos regulatórios aplicáveis ao empreendimento, em conformidade com as melhores práticas internacionais de segurança nuclear naval.
Para a obtenção das autorizações, o responsável pelo empreendimento deve apresentar à SecNSNQ uma série de documentos técnicos, estudos e análises de segurança que demonstrem o atendimento às exigências previstas para cada etapa do ciclo de vida do submarino.
Além da avaliação documental, o processo de licenciamento inclui reuniões técnicas entre a SecNSNQ e a equipe responsável pelo projeto. Esses encontros permitem esclarecer aspectos regulatórios, discutir questões técnicas e identificar a necessidade de estudos complementares antes da emissão das autorizações.
De acordo com o Superintendente de Segurança Nuclear Naval e Qualidade, Contra-Almirante (Engenheiro Naval – Reserva) Ivan Taveira, esse diálogo técnico contribui para reduzir incertezas, aumentar a previsibilidade do processo de licenciamento e garantir que a atuação da autoridade reguladora ocorra de forma técnica, independente e transparente.
O processo regulatório do SNCA teve início em 2020, com a aprovação das bases do projeto preliminar, documento que definiu as funções de segurança dos sistemas, componentes e equipamentos do submarino.
Nos anos de 2021 e 2024, a SecNSNQ concedeu a Primeira Licença Parcial de Construção (LPC1) e a Segunda Licença Parcial de Construção (LPC2), autorizações que possibilitaram a continuidade da construção do casco de pressão — estrutura responsável por garantir a resistência mecânica e a estanqueidade do submarino durante sua operação submersa.
A emissão dessas licenças foi precedida por uma criteriosa análise do Relatório Preliminar de Análise de Segurança, documento que reúne estudos técnicos destinados a comprovar o atendimento aos requisitos regulatórios estabelecidos para o empreendimento.
Atualmente, o processo de licenciamento permite o prosseguimento da construção do casco de pressão e de seus componentes associados. À medida que o projeto avança, novas etapas de avaliação serão conduzidas pela SecNSNQ, acompanhando gradualmente a construção, os testes e, futuramente, a operação do SNCA "Almirante Álvaro Alberto".
O licenciamento nuclear naval representa um dos pilares para o desenvolvimento seguro do Programa Nuclear da Marinha, reforçando o compromisso do Brasil com elevados padrões de segurança, qualidade e conformidade regulatória durante todas as fases de implantação do primeiro submarino de propulsão nuclear do país.
Fonte: Agência Marinha de Notícias.
A comunidade acadêmica e os profissionais interessados no setor energético estão convidados a participar da palestra “Futuro da Energia Nuclear e da Transição Energética: Estratégia de Implementação do SMR”.
O encontro abordará perspectivas para o futuro da energia nuclear no contexto da transição energética, com destaque para as estratégias de implementação dos Pequenos Reatores Modulares (SMRs) e seu potencial no desenvolvimento de soluções energéticas para os próximos anos.
A palestra será uma oportunidade para ampliar conhecimentos, acompanhar discussões sobre inovação e conhecer perspectivas relacionadas ao papel da energia nuclear na construção de uma matriz energética cada vez mais diversificada.
Data: 15 de Julho 2026
Horário: 17:00h
Formato: On-line e 100% Gratuita
Participe e acompanhe este importante debate sobre o futuro da energia!
Fonte: Linkedin
O futuro do setor nuclear brasileiro depende não apenas de investimentos em infraestrutura e tecnologia, mas principalmente da formação de profissionais altamente qualificados para atender às demandas de um segmento considerado estratégico para o desenvolvimento nacional. Essa é a principal reflexão apresentada pelo professor Aquilino Senra, da Coppe/UFRJ, em artigo que discute os desafios da capacitação de recursos humanos para a expansão da energia nuclear no país.
Segundo o autor, o debate sobre o futuro da energia nuclear costuma concentrar-se na construção de novas usinas, nos avanços tecnológicos e nas metas de descarbonização. No entanto, uma questão essencial precisa ganhar maior destaque: quem será responsável por operar, desenvolver e inovar no setor nuclear nas próximas décadas.
O artigo destaca que a formação de especialistas em engenharia nuclear, física, química, materiais e áreas correlatas exige anos de preparação, treinamento e transferência de conhecimento, tornando indispensável o planejamento de longo prazo para garantir a continuidade das atividades do setor.
Outro ponto abordado é a necessidade de políticas públicas voltadas à valorização e retenção de talentos. O professor ressalta que muitos profissionais altamente qualificados acabam migrando para outras áreas ou para o exterior diante da falta de oportunidades de expansão e de uma estratégia nacional consistente para o desenvolvimento da área nuclear.
A análise também reforça que o Brasil possui instituições de excelência responsáveis pela formação desses especialistas, como a Coppe/UFRJ, mas que é fundamental ampliar investimentos em educação, pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico para assegurar a renovação das equipes que atuarão em órgãos reguladores, centros de pesquisa, universidades e empresas do setor.
Para Aquilino Senra, o país precisa definir com clareza qual será o papel da energia nuclear em sua estratégia de desenvolvimento científico, industrial e energético. Somente a partir dessa definição será possível estabelecer políticas de formação de recursos humanos capazes de sustentar o crescimento do setor nas próximas décadas.
O artigo convida a comunidade acadêmica, gestores públicos e profissionais da área a refletirem sobre a importância da capacitação de novos especialistas, ressaltando que investir em pessoas é condição essencial para que o Brasil fortaleça sua posição no cenário internacional da tecnologia nuclear.